Ginecologia e Obstetrícia

17/04/2019 - Saiba tudo sobre a Ginecologia e Obstetrícia: mercado para a especialidade, remuneração, pacientes, perfil do especialista e muito mais. Confira agora!

Ginecologia e Obstetrícia é uma das áreas mais completas da Medicina porque atua em diversos tipos de atendimentos. O profissional tem um contato frequente com suas pacientes, estando com ela nos momentos mais importantes da vida, criando uma confiança e proximidade médico/paciente.

Uma das dicas aos GOs é trabalhar confiança e proximidade médico/paciente, vendo no paciente uma pessoa em potencial que pode processá-lo. Isso é devido por causa da delicadeza e intimidade que a área exige.

 

REMUNERAÇÃO EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

É uma das áreas mais bem remuneradas da Medicina, principalmente Obstetrícia. As médias salariais são de:

  • O regime de 40h por semana de Ginecologia recebe entre R$ 10 mil e R$ 15 mil;

  • Plantão de 12h como Ginecologista paga de R$ 1 mil a R$ 4 mil;

  • Para Ginecologistas de consultório, a dica é consolidar a clientela e migrar para pacientes particulares, onde a consulta pode ganhar cerca de R$ 450;

  • Por convênio, a consulta ginecológica chega até R$ 100;

  • Por outro lado, o atendimento exclusivamente obstétrico por 20h semanais chega a aproximadamente R$ 12 mil;

  • partos, por outro lado, pagam aproximadamente R$ 400 na rede pública, e podem valer de R$ 3 mil a R$ 5 mil na rede privada;

  • Quanto mais socialmente vulnerável ou distante o atendimento, maior a remuneração. Nesses casos, ambas podem receber a até R$ 20 mil;

 

PERFIL DO PROFISSIONAL DE G.O.

O especialista precisa ter muita atenção e carinho com a paciente. Gravidez, menstruação, vida sexual... Essa especialidade atende a questões que dizem respeito a intimidade da pessoa. Portanto, a confiança é indispensável nesse atendimento. Por isso, conversar com seu paciente e conhecer sua história é fundamental. Também é importante estar sempre disponível para urgências​.

 

PERFIL DO PACIENTE de G.o.

São sempre mulheres e, no caso do obstetra, grávidas. De todas as idades e classes –apesar de que muitas da classe C e D não tem tanto acesso a essa especialidade. As principais doenças que o ginecologista trata são: infecções vaginais, candidíase, mioma uterino e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) –como HPV, clamídia, sífilis, entre outras. 

Muitas vezes pacientes necessitam da atenção não só física, mas também emocional. Portanto, ter uma noção psicológica de como direcionar essa pessoa pode fazer a diferença no seu tratamento.

Algo importante, mas que infelizmente precisa ser ressaltado é ética. Seja sempre ético. GO é uma das áreas com mais queixas e processos contra médicos por conta de má conduta. 

 

MERCADO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

O mercado é constante e vem só crescendo. A demanda pela especialidade é eterna, o que se transforma e se adapta é mais o tipo de tratamento que as mulheres tendem a buscar.

Enquanto um útero for o único ambiente viável para desenvolver um feto, obstetras têm assegurada sua procura pelo atendimento. E levando em conta o aumento da expectativa de vida mundial (sempre maior para mulheres do que homens), a Ginecologia deve apenas se especializar ainda mais para maiores idades. Então, não se preocupe: existem pacientes em abundância para as duas modalidades.

Vale dizer também que, devido ao alto custo, poucos montam seu próprio consultório. A maioria dos GOs atendem em clínicas compartilhadas e maternidades, mas também há forte presença em hospitais. 

 

RESIDÊNCIA MÉDICA EM G.O.

A especialidade tem 30.415 médicos, sendo uma das maiores do país. São 1.489 vagas para RM por ano, o que faz da área uma das 5 mais concorridas do Brasil.

O tempo de Residência Médica é de 3 anos e ela é de acesso direto. O GO, durante a residência, vai colocar em prática quase tudo que aprendeu na faculdade.

 

SUBESPECIALIDADES DE G.O.

Em Ginecologia e Obstetrícia você tem uma perspectiva muito geral da saúde reprodutiva feminina e o processo de gestação. Sendo assim, as subespecializações possíveis são mais voltadas para capacitação técnica de análise por meio de ferramentas alternativas. Não é mais sobre a patologia, mas como você pode identificá-la. Confira os exemplos a seguir:

 
  • Mamografia Computadorizada (+5 meses): Exame do tecido mamário, obrigatório após os 40 anos de idade. 

    • Preço médio na rede particular: entre R$ 70 e R$ 200;

    • Preço médio na rede pública: de R$ 24,20R$ 45.

 

  • Endoscopia ginecológica (+1 anos): Exame de imagem interna do órgão genital. 

    • Preço médio: entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.

 

  • Densitometria Óssea (+1 ano): Não é exclusivo para GOs, mas é um exame importante para identificar doenças antes da maturidade dos fetos. 

    • Preço médio na rede particular:  entre R$ 200 e R$ 300

    • Preço médio na rede pública ou com convênio: R$ 55.

 

  • Medicina Fetal (+1 ano): Capacita o GOs a acompanhar melhor a saúde do feto.

    • Preço médio na rede particular: entre R$ 100 e R$ 300;

    • Preço médio por convênio: a partir de R$ 45; 

    • Preço médio na rede pública: entre R$24,20 e  R$39,60.

 

  • Reprodução Humana Assistida (+1 ano): Prepara o GO para auxiliar o processo de reprodução humana, seja por tratamento, seja pela fertilização diretamente in vitro. 

    • Preço médio de consultas simples: entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil;

    • Preço médio de cada tentativa de gravidez: entre R$ 17 mil e R$ 20 mil.

 

DISTRIBUIÇÃO REGINAL DOS ESPECIALISTAS

Até 2018, GO era a 4ª maior especialidade do país. Porém, mesmo assim existem regiões do Brasil com carência de profissionais da área. 

Segundo a última pesquisa demográfica, publicada no Conselho Federal de Medicina, o Sudeste concentra mais da metade dos especialistas da área (51%). Já no resto do país segue a distribuição: Nordeste com 18%; Sul com 17%; Centro-Oeste com 10%; e o Norte com 4%, aproximadamente entre 5 a 9 GOs para cada 100 mil habitantes.


FUTURO DA ESPECIALIDADE

Com a evolução tecnológica, a área segue se modernizando e o interesse pela especialidade não para de crescer. Em contrapartida, o parto humanizado tem se tornado cada vez mais comum, sendo 60% dos casos no SUS.

Os avanços tecnológicos podem significar grandes mudanças para os GOs: novas técnicas e medicamentos contraceptivos; novas técnicas de fertilização; novos tratamentos para patologias da área… São muitas possibilidades que contribuirão para o atendimento. Contudo, será exigido que o profissional esteja não só atualizado, mas também capacitado para operar esses novos dispositivos!

Não podemos deixar de mencionar também o progresso do feminismo pelo mundo. Com a expansão de uma nova mentalidade sobre a autonomia do corpo da mulher, profissionais no mundo todo e de todas as área deverão rever seus paradigmas éticos. Especialmente GOs, que atendem especificamente esse público.

 

FICHA TÉCNICA DA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

 

SE INTERESSOU?

Se você acha que esse é seu futuro, corre para pesquisar os próximos concursos de Residência Médica! Caso contrário, pode conferir outras especialidades no nosso Guia do R1. Quem sabe, algo como  Clínica Médica não tenha mais a ver com você?

O que você gosta de estudar? Qual acha que pode ser seu destino? Conta pra gente, queremos conhecer vocês!

 

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